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19 de jan. de 2013
20 de nov. de 2012
15 de nov. de 2012
"Na roupa do corpo..."
Sou aquela
foliã que no carnaval prefere fugir da folia e ir para o interior andar a pé
naquele chão batido. Contudo devo confessar que acho as fantasias carnavalescas
que vejo na televisão maravilhosas.
No grande
desfile gosto da ala das baianas, acho a mais bonita. Aqueles vestidos de roda
grande que giram e giram enchendo a avenida de colorido e também de branco...
Ahhh, e a música que só de ouvir o corpo sacoleja...
Festejo
grande que também lembra o festejo pequeno, só que o desfile é de guardas e não
de escolas, no desfile das Guardas de Congado a música vem do couro do tambor
vibrando. Tão belo também é ver aquele povo fardado entoando cantos de adoração
e liberdade. Vi guardas simples com fitas num cordão de elástico que simbolizam
o saiote, vi aquelas mais sofisticadas com belos saiotes de cetim... saiote tem
roda pequena, algumas azuis da cor do manto de nossa senhora do Rosário,
outras cor de rosa, da cor do rosário da santa. Simplórias, ou não, são
belíssimas. Na fantasia da baiana e no congado tem o turbante? Nas que eu vi
tem sim! Roupa, música, canto, rua, cortejo e alegria... Ahhh... “embarca morena embarca, molha os pés,
mas não molha a meia, viemos de outras terras fazer barulho em terra alheia...”. Tudo
isso me lembra o “Caboclo Zé Vigia”, sair pelas praças de pé no chão... Ops!
cantando e chamando o povo pra roda, nem pequena, nem grande, e sim do tamanho
dos meus pés. Dez passos do dedão no calcanhar de raio. “Joguei meu chapéu pro
alto pra ver onde ele caia, caiu no colo da véia, credo em cruz ave Maria...”
Num deixo meu chapéu velho cair... Ops!
Nossa roda
tem música, canto, alegria e agora fantasia, roupa, farda... FIGURINO NOVO! Não
tem pé no chão! A Fabíola calçou os caboclos e
as donzelas, o chapéu é novin novin. Vou jogar o meu pro alto pra ver se cai no colo da moça... era
tudo o que eu queria...
Vestimenta
nova, a vontade e alegria de sempre... Vamos Tirana, andar por essas ruas
desfilando, cortejando e chamando esse povo todin pra nossa roda!
13 de out. de 2012
E a caminhada segue
Fazer teatro popular de rua com qualidade, dialogando com nossa
realidade, mergulhando na condição humana, sem cair na forma pela forma, sem
panfletar utopias politicas, traçando paralelos entre a poesia e a dura
realidade. Eis um desafio para nós da Tirana Cia de Teatro.
Quando um processo criativo começa os ânimos se exaltam, sobre o que
falar? E como falar? Algo que seja claro e real, que o publico, da criança ao
idoso, do letrado ao analfabeto, se identifique e hora chore de emoção, hora
ria a mais não poder, algo que entre fundo nas almas e toque fundos nos
corações, fazendo a transformação, marcando as criaturas pelo resto de suas
vidas. É isso mesmo o que queremos, por que quereríamos menos? O artista busca
a excelência e nada menos. Sua alma e sua inteligência são seus instrumentos. O
erro sua palmatória.
Mas sobre que tema vamos nos debruçar desta vez? São tantos! Bem, não
nos desesperemos. Começamos, com a presença do nosso grande amigo Toninho
(Antônio Rodrigues) do Candongas, a investigar as obras, teatrais e literárias,
de nossa preferencia, buscando o tema que nos impulsionará para nossa próxima
montagem.
Lemos “A Tempestade” de Shakespeare, grande obra, dialoga sobre o poder
e a vingança. Lemos “A invasão” de Dias Gomes, que retrata a condição dos sem
teto, lemos "Dizer sim" da Griselda Gambaro, "Artigo 196"
do Relbson Matos e “A mulher judia” de Brecht.
Entre sugestões para leitura estão ainda Brecht, Câmara Cascudo,
“Fausto” de Goethe, “Macário” de Alvares de Azevedo, “A mancha roxa” de Plínio
Marcos, “A casa de Bernarda Alba” de Garcia Lorca, “Antígona” de Sófocles,
“Tito andrônico” de Shakespeare, entre outros... ufa... que dilema... Mas vamos
que vamos, porque de uma coisa sabemos: Seja qual for o tema e a obra, vamos
dar tudo de nós para proporcionar ao publico diversão e reflexão, não
necessariamente nesta ordem. Além do mais, temos o Toninho(direção) e o
Fernando Muzzi(direção musical), profissionais em quem confiamos plenamente,
além do carinho que a eles dispensamos desde sempre.
“Vamos pra cima deles!!!”
24 de ago. de 2012
Serei Atriz!
O tempo vai
passando e nos escancarando, deixando explícito a composição dos passos que um
dia ele sugeriu para nossa caminhada. É aí que percebemos as manias, as
vontades, os gostos, gestos, cores, os ventos... parece que tudo foi se
costurando, desde menina os traços de atriz em mim já se desenhavam e quando
moça já estava decidido: serei atriz. A aflição de quem anseia em viver daquilo
que lhe traz gosto pela vida quase me sufoca, me perco em tantas ideias postas
em inúmeros papéis, que a cada desenho de cena que salta a mente, é um derramar
de mim que não cessa, cada pessoa que observo e cada situação, tudo é
composição, é caminho. Percebo que a vida me foi muito generosa,me ensinou a
reproduzir o cotidiano.
Aqui posso
me valer das palavras de Thiago de Melo que ultimamente tem me confortado a
alma.
Thiago de Mello
Escrevi no chão do
outrora
e agora me reconheço:
pelas minhas cercanias
passeio, mal me freqüento.
Mas pelo pouco que sei
de mim, de tudo que fiz,
posso me ter por contente,
cheguei a servir à vida,
me valendo das palavras.
Mas dito seja, de uma vez por todas,
que nada faço por literatura,
que nada tenho a ver com a história,
mesmo concisa, das letras brasileiras.
Meu compromisso é com a vida do homem,
a quem trato de servir
com a arte do poema. Sei que a poesia
é um dom, nasceu comigo.
Assim trabalho o meu verso,
com buril, plaina, sintaxe.
Não basta ser bom de ofício.
Sem amor não se faz arte.
e agora me reconheço:
pelas minhas cercanias
passeio, mal me freqüento.
Mas pelo pouco que sei
de mim, de tudo que fiz,
posso me ter por contente,
cheguei a servir à vida,
me valendo das palavras.
Mas dito seja, de uma vez por todas,
que nada faço por literatura,
que nada tenho a ver com a história,
mesmo concisa, das letras brasileiras.
Meu compromisso é com a vida do homem,
a quem trato de servir
com a arte do poema. Sei que a poesia
é um dom, nasceu comigo.
Assim trabalho o meu verso,
com buril, plaina, sintaxe.
Não basta ser bom de ofício.
Sem amor não se faz arte.
Trabalho que nem um
mouro,
estou sempre começando.
Tudo dou, de ombros e braços,
e muito de coração,
na sombra da antemanhã,
empurrando o batelão
para o destino das águas.
(O barco vai no banzeiro,
meu destino no porão.)
estou sempre começando.
Tudo dou, de ombros e braços,
e muito de coração,
na sombra da antemanhã,
empurrando o batelão
para o destino das águas.
(O barco vai no banzeiro,
meu destino no porão.)
Nada criei de
novo.
Nada acrescentei às forma
tradicionais do verso.
Quem sou eu para criar coisas novas,
pôr no meu verso, Deus me livre, uma
invenção.
Nada acrescentei às forma
tradicionais do verso.
Quem sou eu para criar coisas novas,
pôr no meu verso, Deus me livre, uma
invenção.
Por Juliene
Lellis
27 de jun. de 2012
O CABOCLO ZÉ VIGIA "No santa cruz com cachoeirinha"
O próximo final de semana está chegando cheio de atrações gratuitas pra toda a família! A Cia Candongas apresenta "No santa cruz com cachoeirinha": o 2º encontro de amigos da Casa de Candongas.
A programação começa sexta-feira, dia 29 de junho, e vai até domingo, dia 01 de julho. E para terminar o fim de semana a Tirana Cia de Teatro apresenta O CABOCLO ZÉ VIGIA: um espetáculo inspirado na literatura de cordel, que narra a disputa entre Zé Vigia e Zé do Cangaço em busca do amor de Salomé, envolvida pelo verso cantado e contado!
O CABOCLO ZÉ VIGIA
Dia 01 (domingo)
Horário: às 10h
Local: No Largo em frente a Cia Candongas
(Av. Cahcoeirinha, 2221, Bairro Cachoeirinha)
Não percam!!!
Veja a programação completa abaixo:
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