10 de fev. de 2013
19 de jan. de 2013
20 de nov. de 2012
15 de nov. de 2012
"Na roupa do corpo..."
Sou aquela
foliã que no carnaval prefere fugir da folia e ir para o interior andar a pé
naquele chão batido. Contudo devo confessar que acho as fantasias carnavalescas
que vejo na televisão maravilhosas.
No grande
desfile gosto da ala das baianas, acho a mais bonita. Aqueles vestidos de roda
grande que giram e giram enchendo a avenida de colorido e também de branco...
Ahhh, e a música que só de ouvir o corpo sacoleja...
Festejo
grande que também lembra o festejo pequeno, só que o desfile é de guardas e não
de escolas, no desfile das Guardas de Congado a música vem do couro do tambor
vibrando. Tão belo também é ver aquele povo fardado entoando cantos de adoração
e liberdade. Vi guardas simples com fitas num cordão de elástico que simbolizam
o saiote, vi aquelas mais sofisticadas com belos saiotes de cetim... saiote tem
roda pequena, algumas azuis da cor do manto de nossa senhora do Rosário,
outras cor de rosa, da cor do rosário da santa. Simplórias, ou não, são
belíssimas. Na fantasia da baiana e no congado tem o turbante? Nas que eu vi
tem sim! Roupa, música, canto, rua, cortejo e alegria... Ahhh... “embarca morena embarca, molha os pés,
mas não molha a meia, viemos de outras terras fazer barulho em terra alheia...”. Tudo
isso me lembra o “Caboclo Zé Vigia”, sair pelas praças de pé no chão... Ops!
cantando e chamando o povo pra roda, nem pequena, nem grande, e sim do tamanho
dos meus pés. Dez passos do dedão no calcanhar de raio. “Joguei meu chapéu pro
alto pra ver onde ele caia, caiu no colo da véia, credo em cruz ave Maria...”
Num deixo meu chapéu velho cair... Ops!
Nossa roda
tem música, canto, alegria e agora fantasia, roupa, farda... FIGURINO NOVO! Não
tem pé no chão! A Fabíola calçou os caboclos e
as donzelas, o chapéu é novin novin. Vou jogar o meu pro alto pra ver se cai no colo da moça... era
tudo o que eu queria...
Vestimenta
nova, a vontade e alegria de sempre... Vamos Tirana, andar por essas ruas
desfilando, cortejando e chamando esse povo todin pra nossa roda!
13 de out. de 2012
E a caminhada segue
Fazer teatro popular de rua com qualidade, dialogando com nossa
realidade, mergulhando na condição humana, sem cair na forma pela forma, sem
panfletar utopias politicas, traçando paralelos entre a poesia e a dura
realidade. Eis um desafio para nós da Tirana Cia de Teatro.
Quando um processo criativo começa os ânimos se exaltam, sobre o que
falar? E como falar? Algo que seja claro e real, que o publico, da criança ao
idoso, do letrado ao analfabeto, se identifique e hora chore de emoção, hora
ria a mais não poder, algo que entre fundo nas almas e toque fundos nos
corações, fazendo a transformação, marcando as criaturas pelo resto de suas
vidas. É isso mesmo o que queremos, por que quereríamos menos? O artista busca
a excelência e nada menos. Sua alma e sua inteligência são seus instrumentos. O
erro sua palmatória.
Mas sobre que tema vamos nos debruçar desta vez? São tantos! Bem, não
nos desesperemos. Começamos, com a presença do nosso grande amigo Toninho
(Antônio Rodrigues) do Candongas, a investigar as obras, teatrais e literárias,
de nossa preferencia, buscando o tema que nos impulsionará para nossa próxima
montagem.
Lemos “A Tempestade” de Shakespeare, grande obra, dialoga sobre o poder
e a vingança. Lemos “A invasão” de Dias Gomes, que retrata a condição dos sem
teto, lemos "Dizer sim" da Griselda Gambaro, "Artigo 196"
do Relbson Matos e “A mulher judia” de Brecht.
Entre sugestões para leitura estão ainda Brecht, Câmara Cascudo,
“Fausto” de Goethe, “Macário” de Alvares de Azevedo, “A mancha roxa” de Plínio
Marcos, “A casa de Bernarda Alba” de Garcia Lorca, “Antígona” de Sófocles,
“Tito andrônico” de Shakespeare, entre outros... ufa... que dilema... Mas vamos
que vamos, porque de uma coisa sabemos: Seja qual for o tema e a obra, vamos
dar tudo de nós para proporcionar ao publico diversão e reflexão, não
necessariamente nesta ordem. Além do mais, temos o Toninho(direção) e o
Fernando Muzzi(direção musical), profissionais em quem confiamos plenamente,
além do carinho que a eles dispensamos desde sempre.
“Vamos pra cima deles!!!”
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